A Fórmula 1 está prestes a arrancar. Quem estará mais forte na Austrália? Será uma luta a três? Ou voltará a Mercedes a dominar? A antevisão da nova temporada de F1 chegou.
Mercedes
Pilotos: Lewis Hamilton e Valtteri Bottas
Os anos de mudanças de regras costumam ser complicados para os Campeões do Mundo, mas a Mercedes não parece ter sido muito afetada. A equipa germânica continua genuinamente competitiva, com tempos muito competitivos e muitos quilómetros amealhados (1,096 voltas).
A vantagem competitiva parece não ser tão grande quanto costumava ser, mesmo Lewis Hamilton questionou se não seria a Ferrari a equipa mais rápida, mas sabemos que a Mercedes gosta de fazer as coisas com calma nos testes, para depois mostrar toda a velocidade quando realmente importa, na corrida.
Ninguém na Mercedes se está a assumir como concretos favoritos, já que ainda não estão totalmente confiantes no novo carro, mas toda a gente sabe que a Mercedes tem a experiência em ganhar, principalmente nesta Fórmula 1 mais recente.
Red Bull

Pilotos: Daniel Ricciardo e Max Verstappen
A Red Bull é uma das favoritas para 2017. O RB13, ainda parece ser bastante “simples”, mas novidades são esperada na Austrália. A nível de motor, a Renault melhorou o suficiente para os franceses considerarem que a Red Bull vai estar pronta para lutar pelo título em 2017.
Os testes não ocorreram sem alguns incidentes de percurso, mas nada que impeça a equipa de estar confiante em fazer uma época onde irá estar na luta.
Ferrari

Pilotos: Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen
Tanto a McLaren como Lewis Hamilton apontam a Scuderia como favoritos e isso quer dizer qualquer coisa. Quer dizer que a Ferrari mostrou um excelente desempenho em todos os testes, tendo feito inclusive o tempo mais rápido, com um 1:18.634 de Kimi Raikkonen. Mas atenção, isso ainda não prova nada. Em 2016 os testes também correram de feição à equipa de Maranello e isso não se comprovou no restante do ano, com uma época sem qualquer vitória.
Apesar de estarem com uma postura pragmática, é verdade que algum otimismo está presente na Ferrari, otimismo esse que só na Austrália é que se verá se serão ventos de mudança na F1.
Force India

Pilotos: Sergio Perez e Esteban Ocon
A Force India foi uma das boas surpresas do ano passado. Este ano a equipa começou com um teste bastante discreto, ao qual decidiu apresentar mais cor, apresentando uma pintura…cor de rosa.
Mas a cor de um carro não o faz andar mais depressa, para isso a Force India conta com uma base sólida, um motor Mercedes que é um ponto forte, e muito trabalho pela frente para garantir uma classificação tão boa como a do ano passado.
Williams

Pilotos: Felipe Massa e Lance Stroll
Depois de um primeiro teste muito complicado, a Williams teve uma sessão calma onde conseguiu muitas voltas e, inclusive, os mais rápidos de um dos dias de testes.
Depois de todos os incidentes, a Williams conseguiu também fazer uma simulação de corrida, com tempos competitivos, e utilizar apenas um único motor, durante todo o teste.
Mais boas notícias? O antigo diretor da Mercedes, Paddy Lowe, está a chegar, com muitas melhorias também.
McLaren

Pilotos: Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne
Que se pode dizer mais sobre o desastre que tem sido este início de temporada da McLaren-Honda? Na opinião de Alonso é fácil, a culpa é da Honda. Segundo o espanhol o motor nipónico é pouco fiável e lento. Já Boullier, o chefe de equipa, diz que com um motor Mercedes a McLaren estaria a ganhar corridas.
A pressão está assim no lado dos japoneses, que no 3º ano de F1, não parecem conseguir atinar com um motor verdadeiramente competitivo.
Qual será o futuro desta parceria? Divorcio anunciado? Ou um verdadeiro milagre ainda por chegar?
Toro Rosso

Pilotos: Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr
A Toro Rosso não teve um primeiro teste de época fácil, mas o segundo já foi diferente. No último teste a “equipa B” da Red Bull conseguiu fazer o dobro das voltas que tinha completado, acabando o teste com um carro que foi descrito pelo chefe de equipa, Franz Tost, como “competitivo e rápido”. A fiabilidade ainda é um problema, mas isso é algo que a Toro Rosso espera que melhore com a chagada da nova versão do motor Renault na Austrália.
No geral, o Toro Rosso parece promissor e não apenas pelo seu aspeto.
Haas

Pilotos: Romain Grosjean e Kevin Magnussen
A equipa mais jovem do pelotão parece ter um carro sólido. A competitividade parece ser uma base sólida, mas ainda com alguns “glitches” por apurar. A base parece ser competitiva, principalmente com o motor Ferrari a dar potência, mas ainda faltam muitos acertos no carro.
Prometeram à jovem equipa americana que o 2º ano ia ser muito mais complicado, mas toda a gente na Haas quer provar aos críticos que isso não será assim.
Renault

Pilotos: Nico Hulkenberg e Jolyon Palmer
Depois do terrível 2016 a Renault quer um 2017 bem mais fácil. Até agora o novo monolugar parece ser uma clara evolução, apesar de a unidade motriz ainda ter alguns problemas de fiabilidade.
A Renault sabe quais os problemas mecânicos que foram afetando a pré-temporada e a solução pode estar no conjunto de melhorias esperadas em Austrália.
Sauber

Pilotos: Marcus Ericsson e Pascal Wehrlein
A Sauber sabe que não vai ter uma vida fácil, muito por culpa de ser a única equipa a utilizar um motor de 2016 no seu carro. Apesar de o Ferrari de 2016 ter sido uma boa unidade motriz, este ano há total liberdade de melhoria dos motores, algo que via deixar a Sauber para trás, especialmente com o progresso da temporada.
Apesar de fiáveis, a Sauber sabe que tem uma longa temporada, com muitas dificuldades pela frente.
O que aí vem?
Com o GP da Austrália mesmo à porta a excitação pelo regresso da F1 está no ar. O cheiro a borracha queimada, o som dos motores a gritar, as espectativas para ver quem é o mais rápido, tudo isso está prestes a chegar. O GP da Austrália realiza-se entre os dias 24 e 26 deste mês.
Nesta fase as perguntas são muitas e não é na 1ª corrida do ano que se tem as respostas, mas a espera é sempre longa para quem ama a maior potência automobilística do mundo.


